Cravo e Canela

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cadê a minha?




Tô meio à toa... 

Tô meio chata..
Tô com abuso das dificuldades..
Tô com frio na barriga..
Tô com a imunidade baixa..
Tô com essa tosse nojenta e uma voz de quem acabou de acordar..
Tô me achando esquisita [não muito bonita]..
Tô precisando ir ao médico, mas ainda tenho um certo pavor...


Tô alternando os dias.Uns com problemas do tamanho de uma ervilha. Outros com as dimensões do maracas. Tem dias que fico viajando numa realidade inacreditável, pedido que alguém chegue perto e diga que estou apenas tendo um pesadelo. ACORDA, MENINA!!!! Nah! Foda viu, neguinha. O negócio é pra lavar a alma. Pecado? Rapaz, se eu ainda tenho, estão sendo bem pagos e olhe que não faço a menor questão de troco. Quero nadinha! ARROCHA COM TUDO.

Digo uma coisa: - é ruim mergulhar no que você não tem a menor noção do que vai encontrar lá fundo. Se eu fosse sozinha.. Uhuhuhuhu, bora nessa? MAS....

Tô deprê, né? Passa.. Tudo passa..... E o lado bom disso é que você vai perceber, que dá para renascer várias vezes na mesma vida, mas como boa amiga aviso: dói pra caramba. PUTA QUE O PARIU!


"Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensará com inveja da largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça. Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para casa dos teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer ( e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, rumina uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim: - mastiga a ameixa frouxa. Mastiga, mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca..." [In Dispersos]





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