Cravo e Canela

sábado, 24 de novembro de 2007


(...)Você está nas alturas, no topo, no seu melhor. Mas se sente devendo ao mundo. Pouco. Preguiçoso. Menos. Suas funções estão no limite humano. Mas se pudesse, você compraria mais memória pro cérebro e mais bateria pro coração. O que você não pode ter naturalmente, compra. O que não pode fazer ou falar, usa. O que não pode sentir, imita. O que não pode viver, inventa. E assim você se renova mecanicamente, a casa fase. Como um computador que vira G3, G4, G200. Mas um dia, depois de não agüentar mais uma vida de vitrine e pessoas querendo barganhar a sua existência, você descobre que não existe nada melhor do que mandar tudo isso para aquele lugar.
Tati Bernardi

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